quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A calça e o padre


Pra quem ler o título acima é fácil vir uma pergunta à cabeça: "O que as calças tem haver com o padre?!". Ah, minha gente... seria cômico se não fosse trágico. E isso me obriga a começar contar daqui, uma história de amor que já dura dez anos e que se concretizou no último dia dez de outubro com um grande casamento. Essa palavra casamento, lhe faz lembrar histórias?! Então, para não contrariar o IAPC (índice de acidentes de percurso nos casamentos), o casamento da minha sister Juliana não poderia ficar de fora. Foi um dia e tanto, um verdadeiro dia de noiva, cheio de regalias. Tudo muito tranquilo, tudo muito normal DEMAIS. A Ju começo a fazer o penteado e a maquiagem, eram 18hs15 e o casamento estava marcado para às 19hs30. Derrepente: thanrammmmm, eis que o telefone toca. Era o Sapo (vulgo Rafael). Impossibilitada de atender o telefone, a Ju me deu essa missão e aquela frase inevitável saiu da minha boca, deixando Juliana em pânico: "Eu não acredito!". Ela arregalou os olhos e quis tomar o telefone da minha mão, mas eu tratei de resolver e deixá-la calma. É aí que começa a história da calça... acreditem se quiser, mas colocaram uma calça 48 para um noivo que veste 40. Agora vamos pensar juntos: se o sapo vestisse 48, ele não seria um sapo e sim um elefante. Minha amiga não casaria com um elefante, pois só os sapos viram príncipes. Ainda bem que eu sou uma pessoa inteligente e logo tive a idéia de mandar Rafael pro shopping monumental apertar a bendita calça. Ufa! Olhando de longe... até que deu certo, mas nem me perguntem como ficou de perto.Mas, enfim esse susto passou. O noivo chegou a tempo, os convidados foram pontuais, os padrinhos também (exceto Sarah, que sempre está atrasada pra tudo) e a noiva (lindíssima, diga-se de passagem) estava pronta exatamento na hora combinada. O cenário estava lindo... tudo perfeito! É aí que começa a história do padre, ou melhor, dos padres. Pra ser bem curta e chocar logo de uma vez, vou logo contando que o padre não foi. Isso mesmo! Não compareceu. E depois de centenas de tentativas de fazer com que ele chegasse, desistiram e foram buscar outro que chegou duas horas depois. Tadinha da noiva, já tinha chorado, borrado a maquiagem, se descabelado... foi pânico geral. Aí surge o salvador da Pátria. Não gente não é o padre, é o Cleo. O Cleo Pacheco, maquiador, cabeleleiro nas horas vagas opera milagres, sim porque é cada transformação que ele faz em umas horrorosas que aparecem lá no salão dele, que eu vou contar. Colocou Juliana nos "trinques" de novo, que por sua vez já ficou tranquila por saber que o (outro) padre já estava a postos para realizar o seu casamento.Enquanto isso, os convidaddos, morriam de fome e de sede porque o tal Cerimonial não deixava servir nada. Até que Tadeu tentou liberar comida e bebida pras umas certas grávidas, mas o cerimonial vetou. Então, entra o noivo, a mãe da noiva, os padrinhos e... ufa... finalmente a noiva. Gente! Que padre era esse?! Ele parecia uma assombração do além, repetindo 5000 mil vezes a mesma frase: "Isso não é um casamento, é apenas uam benção", tinha ECO, (eu juro). De duas a uma, ou ele achava que estava falando com gente surda ou com gente doida. Quase que eu vou lá e tomo o microfone da mão dele e digo: "Senhoras e senhores, vamos tranquilizar o padre e informá-lo que ao sairmos daqui, depois de bebermos toda essa cerveja geladíssima que está nos esperando já faz algumas horas e estivermos imensamente embreagados, vamos direto para a igreja oficializar essa união, pois aquele papel que foi assinado ontem por essas duas amáveis criaturas lá no Forum, também não é uma casamento, é só uma folha de papel". Ah, francamente! Era o Tiririca disfarçado de Padre, tenho certeza! Quando, acabou todos respiraram aliviados e aí foi a hora da festa, que modéstia a parte, foi o bicho! Parabéns aos noivos, pois foi um escândalo. Impecável, divertido e ilário, como o noivo que ao ouvir Billie Jean, nos mostrou que Michael Jackson realmente não morreu. Ele deu um show a parte. E não teve padre (s), nem calça que desfizesse a grande festa no seu grande dia.

O que todos ainda não entenderam foi o porquê do padre (o verdadeiro) não ter aparecido... e como eu sou bem informada, aqui lhes digo: foi atropelado, mas calma, ele não morreu! É só o que eu sei... Ele foi pras estatísticas. Lembram do IAPC? Pois, é, acidente de percurso...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nunca sem minhas amigas


Minhas queridas,
Como é bom ter a certeza da existência de Deus concretizada em cada uma de vocês. Eu costumo dizer que amigos, são a família que Deus nos permitiu escolher. Como sou feliz por tê-las ao meu lado, compartilhando de minha vida e de cada acontecimento do dia-a-dia. Acho que a minha vida seria completamente sem graça se não fossem os meus amigos. Sei que às vezes sou uma grande mala sem alça, mas o que quero que saibam é que apesar de tudo, amo cada uma de vocês como se fossem minhas irmãs de verdade. Sei que essa vida louca que a gente leva, por vezes tenta nos distanciar. No entanto, a certeza que tenho é que mesmo que se passem longos anos sem ao menos uma palvra, o nosso reencontro sempre será o mesmo. Muita besteira, muita palhaçada, muita alfinetada, mas acima de tudo, muito amor. Amo todas vocês com todo meu coração, apesar de acharem que eu e Larissa somos puxa-sacos reciprocamente. O que não é bem verdade. O que  ocorre é que compartilhamos na maioria das vezes das mesmas idéias, por isso querendo ou não a gente domina... kkkkkkk, brincadeirinha... Preciso de cada uma de vocês de maneira diferente, mas ao mesmo tempo. Juliana pra ouvir, dar colo, compreender mesmo sem dar uma palavra e discordando de tudo. Patrícia pra contar histórias que só acontecem com ela (mesmo), Alvina pra conversar muito, contar toda a vida, resolver tudo em dez minutos e mudar de idéia em setenta e duas horas úteis. Ai como é engraçada a sua inconstância. Alynne pra me defender SEMPRE e lavar a roupa suja quando necessário, além de me fazer morrer de rir sem precisar abrir a boca. Helena pra mostrar que a generosidade e o perdão ainda estão em moda... ou não... a Itália não lhe fez muito bem, às vezes acho que ela não só ficou irônica, como também sarcástica, mas tenho esperança que a essencia permaneça. E finalmente Larissa, pra me corrigir, pra passar horas intermináveis ao telefone, pra me ajudar a comer tudo que tem de mais gostoso no mundo e engordar junto comigo, além de fazer a melhor cara de nojo que eu já vi na minha vida. Pois é meninas, o que seriam as quintas, as sextas ou dos meus dias sem vocês?! O que eu não entendo, é como é possível viver sem essa dádiva que é a amizade, um sentimento simples e ao mesmo tempo grandioso. Como diria o grande Vinícius de Moraes, quero que tenham toda a certeza de que: "Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Nunca esqueçam disso. Amo muito todas vocês.

A história do meu nome

Quando eu nasci, meu pai já era pai de cinco e minha mãe de dois. Sou a sexta e como diria a minha avó, a derradeira (ai que palavra engraçada). Então, vamos combinar: haja criatividade pra dar nome pra tanto filho. Meu pai, sempre muito articulado e visionário achava que o mais importante no nome de uma pessoa é a primeira letra, que pra ele sem sombra de dúvidas é a letra A. Daí vieram Allan Henrique, Alex, Ada Cristina, Alysson Cláudio, Anderson George e eu... eu quem? A neném! Hauhauhauhau. Fiquei sem nome gente. É assim que começa a minha história. Nasci na madrugada de 18 de novembro de 1981 e nessa época, não tinha nada de descobrir sexo antes do parto (que dirá a tal sexagem fetal que minha amiga moderna Larissa diz que vai fazer). Pois é, minha mãe não sabia que eu era uma linda menina e eu nasci sem nome como a maioria das crianças daquela época. A única certeza que se tinha era que meu nome seria com A. Meu pai, sempre quis finalizar a cria com o mesmo nome que ele deu início. O primeiro filho Allan, então a última seria Alana. Mas, do nada a minha mãe teve uma idéia SINISTRA e resolveu homenagear a minha avó e a minha bisavó, olha no que ia dar: "Arcângela de Lourdes"... fala sério, me livrei de uma, hein??? Meu pai ficou horrorizado e foi dando um tempo pra ver se ela mudava de idéia... e nada. Como eu não tinha nome as pessoas me chamavam de neném. Neném pra cá, neném pra lá e já tinha se passado um ano e nada de me registrarem. Tadinha de mim. Era pra eu ter traumatizado, né?! Até que um ano e oito meses depois, eles entraram num consenso e viram que se não resolvessem naquele momento eu podia até ter um nome, mas o apelido neném ia ser pra vida toda. Então resolveram que eu me chamaria Alana, mas tinha que ter um segundo nome. Por que se eu não gostasse do primeiro eu poderia usar o segundo (imagina?). Naquela época, tinha uma artista famosíssima que se chamava Valéria não sei das quantas... e daí saiu o meu segundo nome. Até que combinou, mas ninguém ouse me chama de Valéria, me soa tão falso... Sempre achei que era muito nome pra uma pessoa só, por isso todo mundo me conhece por Alana Coêlho, mas na realidade eu sempre fui: Alana Valéria Lopes Coêlho e agora que casei, pasmem, pois eu sou: Alana Valéria Lopes Coêlho ALMEIDA. HAHAHAHAH, e eu que tinha pavor a nome grande. Mas, o que eu não entendo é porque para os pais é tão complicado colocar o nome em uma criança. Os meus filhos, por exemplo vão ter nomes simples, tipo João e Maria. Pra quê melhor?! Minhas amigas, que já são mães também fizeram “BOAS” escolhas, mas cada uma tem o porque do nome dos filhos, acho isso super engraçado. Ana Júlia, é filha de Juliana. Preciso explicar o porque do nome? Hum! Ana Patrícia adivinhou que João Victor ia ser esse pestinha e já colocou o nome desde a barriga. Coitada da criança, absorveu! Alguém conhece algum João Victor que seja calmo, sereno e tranquilo?! Impossível! Não contente com uma Ana Júlia na trupe, Ana Patrícia casou-se com o Júlio e engravidou de uma menina, adivinha o nome?! Ana (de Ana Patícia) Júlia (de Júlio), tadinha vai traumatizar também, como nasceu por último ela vai ser sempre "a outra Ana Júlia" ou a Ana Júlia 2. Mas até aí, tá tudo ótimo. O mais engraçado mesmo é que tenho uma amiga, que gosta de inventar moda. Achoe que puxou aos seus pais. É a Silvia Helena (na casa dela são três Silvias: Patrícia, Helena e Raquel, mas essa história fica pra depois... deve ser promessa). Então, Helena foi morar na Itália com o marido e lá descobriu uma santa por nome de Chiara. Não é que teve uma menina e colocou o nome de Maria Chiara... e ainda por cima das Graças (essa parte é realmente uma promessa muito bem feita e paga). É no mínimo excêntrico, mas se essa coisinha fofa não se chamasse Chiara não ia ter graça, ela tem a cara do nome. Agora, estou com duas amigas grávidas. Helena, que acabei de falar, e Larissa. Já sabemos que o nome do filho de Helena pois já se sabe o sexo e para homenagear os vovôs, o guri vai se chamar: Pedro Marcos.Gente essa mania de brasileiro de juntar nomes é impressionante. Tinha que ser no Brasil mesmo. Bom, em realação a esse nome, eu já disse que não combina e que bonito mesmo é Marcos Pedro. Mas, enfim... não é meu filho! Quanto ao filho da Larissa, ela disse que é lindo, pois o conheceu hoje pela ultra. Porém desconhecemos o sexo. Os nomes em ambas as possibilidades são lindos e simples, com L de Larissa é lógico. Me reservo ao direito de não divulgar, porque ela pode não gostar dessa paquitagem. No entanto, pra tia Alana ele ou ela já tem um apelido. Eu o chamo de Draminzinho, porque o que esta mãe já tomou de Dramim... vou te contar. Tomara que não traumatize. Kkkkkkk.
P.S: Ia esquecendo, a Silvia Helena, também tem um nome dado pelo meu amigo Carlos Alexadre. Na realidade é um codinome. Às vezes ela também atende pelo nome de Josefa... mas, aí só quem estudou no Santa Teresa vai saber.... são cenas para o próximos capítulos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

E por falar em avião

Antigamente viajar de avião era um luxo. Privilégio de uma minoria de ricos ou de pessoas que passavam anos juntando suas economias para visitar a família ou para fazer passeios nas tão sonhadas férias. Como custava caro uma passagem aérea. Mas, também, desde o bilhete notava-se a sofisticação, era emitido manualmente, nem se pensava em comprá-lo pela internet, muito menos em imprimí-lo em casa, no escritório ou e uma lan house na folha de papel “chamex”. O espaço entre as fileiras de poltronas dos aviões dava pra DEITAR (pasmem!) tranquilamente, servia-se o que o passageiro quisesse: whisky, champangne (neste tempo não existia prosecco), sorvete, almoço, jantar, lanche, café completo.... não interessava o trecho, muito menos o horário... ah, o horário! Como os “Senhores Passageiros” eram bem tratados. As aeromoças eram as mais bonitas, as mais gentis, as mais inteligentes, as mais fluentes mulheres do planeta. Viajar de avião era um acontecimento. As pessoas se vestiam muito bem. Parecia que iam para uma festa de gala. Por isso, não se iluda! Qualquer semelhança com os dias de hoje é mera coincidência. Viajar de avião (HOJE) é: meter uma calça djeans, chinelas havaianas, óculos escuros (porque vai-se estar com cara de quem não dormiu), camiseta e pronto. Pra quê tanta formalidade, não é mesmo?! Afinal, vai-se a um simplesmente a um piquenique onde tem-se a certeza que se desfrutará de: goiabinha, amendoim (um ou outro) e “deliciosíssimos” cookies... opa, dependendo da companhia teremos: pão-de-leite com queijo-quente, presunto de peru, alface e (uma rodela de) tomate. Epa, mas isso também depende do trecho, pois se for um pouco mais longe, (leia-se: CARO), tipo Fortaleza/Rio esse pão-de-leite pode se transformar em pão-de-milho, o queijo vira ricota e o presunto vira blanquete, nada mais justo. Agora meu amigo, se o seu trecho for Rio de Janeiro/Campinas prepare-se para um saboroso e inesquecível amendoim. Tudo isso SEMPRE acompanhado de: coca-cola, coca-cola light, guaraná kuat, guaraná kuat light, suco de laranja caseira ou pêssego minute maid mais coca-cola (agora é del valle) , cervejas sol e xingu (uma para todo o vôo). Chega a ser hilário. Mas, nisso tudo, o que eu não entendo mesmo é, porque ninguém nunca pensou em adaptar um freezer ou caixa térmica nessas aeronaves. Sim, pois toda essa bebida é servida deliciosamente quente. Pra amenizar, as comissárias gentilmente acrescentam a essa bebida “uma” pedra de gelo em cada copo. O efeito, ôoooh, é imediato! Tudo isso fica mais interessante ainda, quando após o lanche você quer tirar aquele cochilo, aí inclina a poltrona e ela desce confortavelmente a um anglo de 90°. Realmente relaxante, principalmente se o percurso for de intermináveis três horas. Sua coluna agradece. E como não existem mais companhias aéreas no Brasil, o jeito é se conformar ou continuar não entendendo porque Varig, Vasp e Transbrasil deixaram TANTAS SAUDADES... ah, ia esquecendo... o passageiro esperto: viaja na saída de emergência. Além de ter muito mais espaço para esticar as pernas, pode ser o primeiro a morrer em caso de explosão já que os tanques de combustíveis ficam nas asas ou caso contrário deve estar apto a auxiliar TODAS AS PESSOAS a abandonarem a aeronave em caso de emergência. Vale muito à pena. Dá-lhe ANAC!

Tudo culpa do Tadeu

Eu não entendo porque as pessoas têm a obrigação de chegar no aeroporto com uma hora de antecedência para viajar, mas as companhias aéreas não tem a obrigação de decolar pontualmente. Já prestaram atenção na cara do atendente do check in quando ele diz: "Seu vôo está atrasado em uma hora, senhor". Tenho certeza que todo mundo vai lembrar daquela pessoa que não tá nem aí pra porra nenhuma, afinal, a classe: PASSAGEIRO (leia-se: GENTE!) não tem mais o que fazer mesmo, não é verdade?! Pra eles é muito fácil dar a notícia, aí depois de meia hora vem outra informação, lá naquela telinha que ninguém enxerga nada, dizendo que o horário previsto é pra daqui mais uma, duas horas. Nós, "Senhores passageiros" temos que aceitar tudo calmamente. E sentar naquelas deliciosas poltronas do saguão do aeroporto, sem ter o que fazer. Afinal, viramos reféns... que opção? Gol, Tam... dá tudo no mesmo. Vôos nos melhores horários (sempre que deveríamos estar dormindo, estamos voando). Que caos virou a aviação brasileira! Pois, é mas voltando ao que eu não entendo, aconteceu outo dia comigo, que eu fiquei sem embarcar porque não consegui chegar ao aeroporto uma hora antes como querem as companhias aéreas. O vôo estava marcado para às 15:40 e eu chegei ao aeroporto às 15:30. Com aquela mesma cara que a atendente faz quando o vôo está atrasado, ela disse sutilmente: "As portas da aeronave já estão fechadas senhora. Infelizmente não poderá mais embarcar". Gente, eu tava aprendendo a ser uma pessoa mais tolerante naquela época aí eu nem questionei. Deixei que os outros, que também não puderam embarcar fazessem o escândalo por mim e fiquei só olhando, pois como a aeronave ainda estava em solo, ainda restava uma esperança. Mas, que nada, não embarquei mesmo. Agora, o que eu não entendo é porque nessa merda de bilhete tem escrito 15hs40 se eu tenho que tá lá 14hs40. Eles fazem isso pra confundir nossa cabeça.. tenho certeza. Mas, quando o vôo atrasa deveria também ter uma regulamentação da ANAC, para que os senhores passageiros dissessem aos atendentes do check in "Te vira meu filho, eu tenho mais o que fazer!". Realmente, não entendo. Mas, a melhor parte, que eu deixei pro final...é a parte dessa história que conta que tudo isso é culpa do Tadeu! Onde já se viu perder um vôo por causa de uma barba por fazer?! Dá pra endender?!

O título...

Dia desses cheguei a conclusão de que tenho sido uma pessoa um tanto quanto intolerante com a raça humana. Fiquei até traumatizada, pois sempre fui acostumada a falar o que penso e aí eu fui descobrindo aos poucos que a humanidade não gosta da verdade. Confesso que pensei em procurar tratamento, fazer terapia mesmo, mas aí me veio uma idéia bem melhor, (não muito fácil, mas melhor). Ficar calada, ao invés de SIMPLESMENTE dizer às pessoas aquilo que penso SINCERAMENTE! Isso tem sido um trabalho árduo, mas, estou me policiando e acho que ATÉ estou conseguindo. E por isso, estava quase pra explodir... porque eu tenho que falar. É uma necessidade, gente! Então, resolvi escrever, e a primeira idéia que me veio na cabeça foi fazer um blog. Bem, em tempos de twitter, orkut, facebook e blá, blá, blá, acho que já estou bastante atrasada, né?! Acho que todo mundo já tem um blog, um flog... ah... enfim. Pois, bem comecei a fazer o meu cadastro e logo de cara precisava dar um nome para o blog. Ai meu Deus! Será que eu não podia dar esse nome depois?! Não, tinha que ser naquela hora. Aí como eu sou um "pouquinho" agoniada já fui logo desistindo. Estava em busca de algo para distrair e desabafar e já estavam exigindo que eu me estressasse com um título... desisti mesmo! Passado o tempo, eu meio que sem querer, sempre pensava neste maldito título... era um inferno porque eu não queria mais o blog, mas sempre pensava que se mudasse de idéia já tinha um título. Então, sábado fui ao teatro. Assisti a um espetáculo que se chama “Comédia em pé” e nunca ri tanto na vida. Muito legal! E o mais interessante foi que as situações contadas remetiam a aquilo que eu queria descrever em meu blog. Coisas do dia-a-dia, coisas absurdas, coisas engraçadas e ao mesmo tempo sarcásticas, mas que não são invenção, simplesmente acontecem com todo mundo. Daí saiu o título: “Eu não entendo...”, mas as pessoas logo irão entender o porquê do título. Só não sei se vão conseguir não entender como eu não entendo determinadas situações e pessoas. Então... vamos lá!